Artigos
Cada vídeo vira um artigo: o argumento em texto, os gráficos em SVG e a lista de fontes primárias.
O teto de 40% que o FMI simulou travaria R$ 250,6 bilhões em crédito no Brasil
O FMI calculou o que aconteceria se banco nenhum pudesse fechar um contrato que levasse o cliente a passar de 40% da renda comprometida com parcelas: R$ 250,6 bilhões em crédito não teriam sido concedidos, 5,6% do estoque das famílias. O corte não cai igual. Financiamento de veículo perderia R$ 91,7 bilhões, e a habitação não perderia nada.
Por que a maior safra de grãos da história está quebrando o agro brasileiro
O Brasil colhe a maior safra de grãos da história, 360,1 milhões de toneladas, e caminha para o pior ano de recuperação judicial no agro. Foram 517 pedidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 33%, e R$ 38 bilhões de dívida envolvida. Os dois recordes não são coincidência: comida tem demanda inelástica, então produzir mais derruba o preço mais rápido do que aumenta a quantidade vendida.
O mesmo dólar, dois preços: por que comprar em espécie custa quase R$ 400 mais caro
Comprar US$ 1.000 em espécie no Brasil custa quase R$ 400 a mais do que comprar os mesmos US$ 1.000 numa corretora, no mesmo dia. A diferença não é tecnologia, é imposto e spread: o dólar de papel carrega 3,5% de IOF mais 3% a 8% de spread, e o dólar digital carrega de 1% a 2%. De janeiro a maio de 2026 brasileiros compraram US$ 12,1 bilhões em criptoativos no exterior, 155% mais que no ano anterior.
- Prefere assistir? Todo artigo deste site nasce de um episódio do Papo Econômico. Inscrever-se
A TV ficou mais barata, consertar a TV não: por que escola e plano de saúde sobem pra sempre
Entre janeiro de 2012 e junho de 2026, o televisor ficou 23,8% mais barato e consertar o televisor ficou 36,9% mais caro, segundo o IPCA. É o mesmo aparelho. Essa diferença tem nome, doença de custos, e explica por que mensalidade escolar e plano de saúde sobem muito acima da inflação, todo ano, sem que ninguém decida isso.
Copa Feminina 2027: por que o futebol brasileiro inteiro vai parar por um mês
Em 2027 o Brasil sedia a Copa do Mundo Feminina e a CBF já anunciou que vai parar todas as competições de clube por mais de um mês. A conta cai sobre clubes com dívida recorde de R$ 16 bilhões e sobre o contribuinte, com R$ 1,5 bilhão estimados pela União. Do outro lado, a demanda medida na bilheteria: o Brasileirão Feminino leva 487 pessoas por jogo.
Ozempic: o veneno de lagarto que criou a empresa mais valiosa da Europa
O veneno do monstro-de-gila deu origem à classe de remédios que hoje inclui o Ozempic e o Wegovy. A descoberta fez a Novo Nordisk valer mais que a economia inteira da Dinamarca, e ao mesmo tempo começou a derrubar as ações da indústria de comida. Uma molécula construindo um gigante e destruindo outro: destruição criativa, com o mercado colocando o preço do futuro hoje.
FGTS: a poupança obrigatória que rende menos e você não pode sacar
Todo mês tiram 8% do seu salário, prendem o dinheiro e pagam cerca de 6% ao ano. No mesmo período o Tesouro Selic, sem risco, paga mais que o dobro, e até a poupança, que você saca quando quiser, rende mais. A perda não é contra a inflação: é custo de oportunidade contra a taxa livre de risco, num fundo obrigatório e trancado.
Juros no hambúrguer: por que só no Brasil você paga juros para parcelar comida
O iFood passou a deixar parcelar pedidos, inclusive comida de restaurante, com juros: 3,53% em 2x, 4,72% em 3x e 8,36% em 6x. Foram 1,3 milhão de pedidos parcelados em dois meses. Nos Estados Unidos o mesmo parcelamento de comida é sem juros. Entenda por que isso explode num país com a Selic em 14,25%.
Brasil Soberano 3: o governo socorreu o tarifaço que o mercado já tinha resolvido sozinho
O governo anunciou R$ 18,5 bilhões em crédito subsidiado para empresas atingidas pelo tarifaço, o terceiro pacote em doze meses. Só que a empresa grande pega dinheiro a 6,5% enquanto o próprio governo se financia a 14,25%, e os exportadores dos setores mais atingidos já tinham reposto sozinhos o que perderam nos Estados Unidos.
100 anos de bolsa: 4% das ações criaram toda a riqueza, e a ação mediana perdeu dinheiro
Um estudo novo analisou quase 30 mil ações e 100 anos de bolsa americana. Quase 60% destruíram dinheiro, a ação mediana rendeu -6,9%, e só 4% das empresas criaram toda a riqueza líquida do mercado. A lição não é fugir da bolsa, é diversificar.
Efeito cobra: por que pagar R$ 100 por javali morto pode aumentar o número de javalis
Santa Catarina aprovou pagar R$ 100 por javali abatido. Em Hanói, em 1902, um pagamento por rato morto fez a cidade terminar com mais ratos. O que a história ensina sobre desenhar incentivos.
1971: a porta que ninguém fechou (por que salário e produtividade se separaram)
Depois que os EUA suspenderam a conversão do dólar em ouro, a produtividade disparou e o salário real ficou para trás. Os números, verificados na fonte.
26 artigos, página 2 de 3